quarta-feira, 2 de abril de 2014

Filosofia

Ética

Ética para Sócrates:

A ética socrática diz que o homem deve ser analisado a partir de seus valores, seus atos justos, seus bens próprios e etc, pois isso poderia vir a mudar seu papel na sociedade, tornando-o melhor. Assim, o homem vira o principal objeto a ser analisado sobre as questões éticas.
Sócrates então deixa para trás todo o conceito homérico de virtude, o qual era o modelo onde homens tidos como heróis tinham sempre seus atos corretos e por isso deveriam ser seguidos. Com isso, a teoria socrática queria que o homem pudesse chegar a um novo ponto de ética a partir da sua razão, chegando assim a uma boa ação; O que era realmente necessário era o controle que o mesmo deveria ter sobre suas ações, para que não viesse a cometer novos erros em cascata.
Nosso intelecto teria responsabilidade sobre nossas escolhas, mas poderíamos ser enganados por uma tripartição da nossa alma, que sempre visa o prazer da vida, podendo assim nos levar ao erro através da ilusão da realidade, fazendo com que pensássemos que o falso é verdadeiro e que nos traria bem. 
A melhor forma de evitar o erro é seguindo a parte racional da alma, não se deixando enganar ou levar pelas paixões, e reconhecendo o bem para se tornar uma pessoa virtuosa. 

 Bibliografia: http://filosofarnanet.blogspot.com.br/

Ética para Platão:

Para Platão só podemos alcançar a verdade absoluta ao reconhecermos nosso caráter ilusório e transitório do mundo dos sentidos. Assim, Platão acreditava que a alma humana deveria ser dividida em três partes, sendo elas: racional, irascível e apetitiva -conhecimento, emoções e prazer das sensações respectivamente-.
Além disso, a ética platônica dizia que o homem só poderia fazer uma boa escolha se o mesmo tivesse sido guiado pela razão, ou seja, pela parte racional da alma, não se deixando levar pelas tentações e desejos; Acreditando que a parte racional da alma era a melhor partição e que deveria ser a mais usada; Acreditava também que o corpo funcionava como uma barreira para a moral e o conhecimento, se transformando em uma espécie de prisão que impede a alma de sempre buscar mais conhecimento ético. Então, para Platão, o corpo seria uma das principais fontes do pecado, levando o homem as paixões doentias, entre outros.

Bibliografia: http://filosoficando.wordpress.com/2009/10/31/a-etica-platonica/
                   http://oficinadefilosofia.com/2013/11/17/a-etica-platonica/

Ética para Aristóteles: 

Aristóteles inicia seu pensamento de ética, associando-a ao estabelecimento da noção da felicidade, por esta razão, a ética aristotélica pode ser considerada uma ética eudemonista por acreditar que o homem deve agir pela sua virtude.
Então, a felicidade entra como o mais novo conceito de virtude; Assim, seria necessário realizar um estudo para entender o que seria a "virtude perfeita", e depois de ter a resposta, deveria ser feito outro estudo que se aprofundasse na virtude moral que é classificada como uma disposição por não poder ser qualificada como uma faculdade ou como uma paixão, logo essa disposição estaria junto da razão.
A ética aristotélica diz que a virtude seria então agir da maneira justa no momento exato. Segundo Aristóteles não existiria lugar para se falar sobre as ações tidas como nobres -caridades, entre outros- já que estas seriam vistas como algo apenas obrigatório.

Bibliografia: http://www.psicologiamsn.com/2012/10/a-etica-para-aristoteles.html

Escolas Helenísticas

Cinismo:

Foi uma escola criada por um discípulo de Sócrates, mas teve como principal nome Diógenes. Filósofos seguidores desse padrão desvalorizavam os pactos sociais, defendiam o afastamento dos bens materiais -acreditavam que o homem não necessitava de seus bens materiais- e defendiam também a existência nômade que viviam.
Ninguém sabe de onde o nome da escola veio, mas acredita-se que tenha alguma ligação com a palavra grega "kynós" que significa "cachorro". A suspeita vem da comparação da vida dos cínicos com a dos cachorros. O símbolo tido era a imagem de um cachorro.
Hoje em dia, cínicos são considerados aqueles que não apresentam vergonha, sentimentos, nem reações positivas ou negativas sobre as situações. Seria o homem totalmente apático pois desejava se ver livre de qualquer tipo de preocupação, principalmente aquelas que não o pertencia totalmente, sendo estas as preocupações alheias.

Bibliografia: http://www.infoescola.com/filosofia/cinismo/

Estoicismo: 

O nome dessa escola vem do local onde se reuniam em Atenas. O homem estoico acredita que para alcançar a sabedoria o mesmo deve ter ligações com a natureza.
Assim, podemos entender que para os pensadores dessa época o único mal existente seria o vício e que o único bem existente seria a retenção da vontade.
Então, o homem que não tinha virtude nem nenhum vício era visto pelos pensadores como um homem indiferente; Estoicos acreditavam que o sábio continuaria tendo sua felicidade apesar de qualquer tipo de sofrimento, desde doenças até uma possível escravidão. 
A experiência feita pelos estoicos é tomar consciência da situação e se condicionar ao destino, visto que este não poderia nos tirar a vontade de praticar o bem, e de agir conforme a razão, pois não estamos totalmente sem defesa às situações da vida. 

Bibliografia: http://www.brasilescola.com/filosofia/os-estoicos.htm

Epicurismo:

Criada por Epicuro, consiste em na procura dos prazeres moderados para conseguir chegar à liberdade do medo e a tranquilidade, assim, sem ter sofrimentos relacionados ao conhecimento do mundo e da limitação dos desejos, já que esta pode vir a ser uma grande fonte de perturbação dificultando a busca pela felicidade.
O Epicurismo seria então a busca pela felicidade através dos desejos, buscar também a saúde da alma e se lembrar de que o prazer é chave para tudo, desde a morte até os fatos futuros.
Seus seguidores recebem o nome de epicuristas e devem ser serenos e calmos, sempre quietos; Evitando dores, perturbações e multidões pois essas podem trazer problemas. O epicurista defende também a amizade, achando que esta é indispensável, mas sempre na medida certa, nunca em excesso, pois o epicurista se isola de multidões mas não quer ficar completamente solitário -a amizade seria o ponto forte pois traz momentos de reflexões saudáveis, sendo assim, aproveitar um prazer acompanhado de um amigo torna a ocasião muito melhor do quando comparadas as atividades de prazeres solitários-.

Bibliografia: http://www.significados.com.br/epicurismo/






Sociologia

Controle social

Controle social seria a capacidade que a sociedade tem de sempre se autorregular! Visto que, ao nos depararmos com esse termo devemos esquecer o que entendemos sobre a palavra "controle" já que esta possui agora um significado distinto e desconhecido até então.
Por ser um tema debatido, existem diversas opiniões sobre o assunto, com críticas e elogios; Devemos ao estudá-las buscar o contexto social a que pertencem.

Controle social para Durkheim:

Durkheim adotou o controle social como seu tema favorito, pois, segundo ele uma sociedade bem integrada é aquela onde os indivíduos têm as mesmas oportunidades para desfrutar do bem-estar muitas vezes por eles conquistado; Essa sociedade permite que haja união entre os indivíduos para assim a mesma continuar existindo, ou seja, para Durkheim, uma sociedade integrada deve ter um controle social de qualidade e que funcione nos eixos pois assim a universalização seria então atingida, trazendo bem-estar social para todos os indivíduos. A perspectiva durkheimiana se preocupa com a sociedade em conjunto.
Enquanto Durkheim estudava, se deu a revolução nas formas de divisão do trabalho -fato que ocorreu no fim do século XIX, devido a expansão da indústria- o que para o mesmo era algo positivo já que a revolução trazia a solidariedade social junto com ela; Esse fato interessava a Durkheim por estar altamente ligado à integração social, já que com a solidariedade social os indivíduos teriam que trabalhar em grupo e ajudar uns aos outros. 
Então, o pensamento durkheimiano, deve ser pensado como um grande processo de manutenção da sociedade; Um indivíduo corretamente "integrado" estaria ligado a várias instituições, desde o trabalho até mesmo sua família e amigos. 

Controle social para as Escolas de Chicago:

Essa ideia se passa no século XX, e agora tem um sentido diferente do anterior. A escola foi fundada a partir de investigações que eram feitas por professores e alunos entre 1915 e 1940 na Universidade de Chicago.
Um dos grandes temas do estudo na verdade era sobre a imigração -já que os Estados Unidos estavam recebendo grande número de imigrantes na época-, relações éticas, criminalidade, entre outros. 
A intenção desses indivíduos era resolver e dar fim aos conflitos decorrentes da imigração na sociedade; Assim, eles faziam pesquisas e diante dos resultados, o governo mudava algumas políticas para prevenir ou extinguir tais problemas devido o fator da imigração. Então, o controle social para eles era a intervenção pública em áreas precárias, as quais eram consideradas áreas mães da criminalidade, pois acreditavam que o comportamento humano vinha das condições a qual o indivíduo estaria inserido, ou seja, acreditavam que dependendo do local em que estaria inserido poderia perder seu direito de opinar sobre algo, ou decidir por sua conta, e acabar sendo propício a fazer o que o meio faria. 
Havia também, a desorganização social, que tinha diferenças de classes, etnias, e poder; E a escola não levava isso em consideração. Outro problema da escola é que a teoria por ela aplicada não acreditava que poderia haver delinquentes em outras áreas (estando assim, fora da área propícia a criminalidade) e dos bons indivíduos que estariam inseridos nessa mesma área. 
A proposta da escola era oferecer lazer, como parques que seriam administrados por instituições, os estudiosos acreditavam que assim poderiam deter a criminalidade, pois poderiam fazer as crianças pensarem melhor por poderem preencher o espaço que faltava -correspondente à família, já que com as condições de vida, algumas casas viraram apenas um lugar que se tinha para dormir, e morar-.

Controle social para Foucault:

A expressão "controle social" ganhou outro sentido depois da Segunda Guerra Mundial, pois agora seria a prática de dominação feita pelo governo ou pela elite. Um bom exemplo seria quando o governo faz com que uma farsa aparente ser um bom negócio, e assim as pessoas investem em algo que na verdade não faz o menor sentido, e o que ganham com isso muitas vezes é o prejuízo. 
Foucault fez sua pesquisa em hospitais, asilos, prisões e hospícios pois acreditava que o poder disciplinar se encontrava nesses locais, que ainda existe na atualidade e que era usado como um mecanismo de poder e de controle social. 
O controle social, seria como "vigiar e punir" e como uma sociedade disciplinar, com um sistema de classificação, seleção, observação e por fim, controle dos indivíduos. Foucault acreditava que os indivíduos deveriam ser analisados individualmente. Podemos perceber então que Foucault rompeu com o que se tinha sobre o controle social e adaptou o conhecimento para a nova época.

Bibliografia: http://www.portalpositivo.com.br/